Dr. Geraldo Odilon Filho

Doenças

Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Segundo a Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons, o refluxo é uma condição clínica comum: retorno involuntário do conteúdo alimentar do estômago para o esôfago.

O esôfago possui duas válvulas: inferior (próxima ao estômago) e superior (próxima à boca). Quando a inferior falha, ocorre o refluxo.

O que é a Doença do Refluxo Gastroesofágico?

Refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago de maneira frequente, com sintomas e piora da qualidade de vida.

É doença crônica e recidivante — mesmo após melhora, pode voltar a desenvolver-se.

O que causa?

Combinação de fatores: relaxamentos transitórios do esfíncter esofagiano inferior, hipotonia desse esfíncter, hipersensibilidade do esôfago, hérnia hiatal, esvaziamento gástrico lentificado, clareamento esofágico lentificado e aumento da pressão intra-abdominal (obesidade, gestação, ascite).

Quais são os sintomas?

Regurgitação e pirose (queimação na boca do estômago que irradia para o centro do peito), geralmente 30 a 60 minutos após as refeições.

Manifestações menos comuns: dor retroesternal, sensação de “bola na garganta”, desgaste do esmalte dentário, mau hálito, rouquidão, sinusite crônica, tosse crônica, asma.

Sinais de alarme: disfagia, odinofagia, perda de peso, sangramento gastrointestinal, anemia crônica, náuseas e vômitos. Idade acima de 40 anos e história familiar de câncer do trato GI superior também devem ser considerados.

Como é o diagnóstico?

Segue o consenso de Lyon. Avaliação clínica (tipo, frequência e intensidade dos sintomas, fatores de melhora/piora, impacto na qualidade de vida).

Sem sinais de alarme: teste com inibidores da bomba de prótons (IBP). Melhora confirma DRGE.

Exames complementares quando necessário: EDA (cerca de metade dos pacientes tem EDA normal), pHmetria, manometria, impedanciometria, radiografia contrastada com bário.

Como funciona o tratamento?

Objetivos: melhora dos sintomas, cicatrização da mucosa e prevenção de complicações.

Alterações comportamentais: emagrecimento, intervalo de 2–3 horas após refeições antes de dormir, elevar cabeceira da cama, reduzir cafeína, álcool, alimentos ácidos e picantes.

Medicamentoso: antiácidos, bloqueadores H2, inibidores da bomba de prótons, bloqueador ácido competitivo de potássio e procinéticos.

Casos selecionados podem se beneficiar de tratamento cirúrgico (cirurgia antirrefluxo).

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Conteúdo revisado por Dr. Geraldo Odilon Filho · Cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo · CRM-PE 23.549

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